Case Kodak: a necessidade de se reinventar
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A Kodak é um exemplo de empresa que pecou por decisões erradas que poderiam ser evitadas com o apoio de uma consultoria de negócios

Em tempos de Uber, toda empresa precisa se reinventar, independentemente do seu porte. Nunca se sabe quando o próximo concorrente pode surgir, com preços mais atrativos ou produtos mais interessantes. Exemplos de gigantes que sofreram com as velozes mudanças, seja da tecnologia, do mercado ou do perfil de consumidores, não faltam. E, talvez, o caso mais emblemático seja da Kodak -- que começou a ter dificuldades em um momento de prosperidade. Os taxistas – aparentemente seguros em um mercado regulamentado – também foram pegos de surpresa com o Uber, assim como os hotéis começam a se incomodar com o Airbnb.

A Kodak, uma gigante do mundo da fotografia, foi a primeira empresa do mundo a desenvolver a tecnologia digital para câmeras fotográficas, ainda na década de 1970. Fundada em 1888, chegou a responder por 90% das vendas de filmes fotográficos e 85% das vendas de câmeras dos EUA, mas acabou perdendo o timing para apostar na chamada fotografia digital. A partir daí, foi perdendo mercado, vendo concorrentes como a Sony crescer e declarou falência em 2012.

É difícil apontar um único erro para que uma gigante e referência em um mercado chegue à falência, mas a confiança cega de que as máquinas fotográficas com filme se manteriam no topo fez com que a companhia não apostasse na revolução digital – um equívoco na análise sobre o mercado e sobre os consumidores. Esse erro fez com que a Kodak pagasse um preço muito alto por isso.

O paradoxo da inovação

Vindo de uma recuperação judicial em 2013, o jornal The New York Times resolveu investigar qual era a situação da Kodak. A empresa, agora, está apostando na inovação. Cerca de 300 cientistas trabalham na companhia, aproveitando a expertise na indústria ótica e química e tentando encontrar um novo mercado no qual a companhia se destaque. Os direitos de mais de 1,1 mil patentes relacionadas às imagens digitais foram vendidos a empresas como Facebook, Apple e Samsung por US$ 527 milhões.

Esse aporte dá fôlego para que a empresa busque se reinventar. Dona de mais de 7 mil patentes, a companhia revirou seu histórico de arquivos e descobertas para tentar descobrir tecnologias, novidades que, neste momento, possam ser úteis, especialmente na área química. Por exemplo, eles estudam as malhas de fios de prata impressas a laser, que podem ser usadas para desenvolver uma nova tecnologia para telas de smartphone, mais barata e com maior capacidade do que as usadas atualmente.

Há, também, uma nova divisão dentro da empresa, a Kodak Technology Solutions, que visa encubar novos negócios e identificar novas oportunidades. Ou seja, no paradoxo da Kodak, as falhas em apostar na inovação, que culminaram na ruína da empresa, são também a aposta de que o futuro pode ser muito mais próspero do que se esperava.

Uma consultoria de negócios pode contribuir decisivamente para o seu negócio. O case da Kodak é um exemplo de como as tomadas de decisões erradas podem interferir no futuro de uma empresa. Venha tirar suas dúvidas com a Jaworski Consultoria.